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Pró-ativismo e o ‘American Way of Life’ 

Pensando em falar sobre comportamento e cultura americana nos negócios, me lembrei de um livro que resume a cultura daqui não só em relação à negócios, mas também em como os americanos encaram a vida e as responsabilidades de cada um na sociedade. ‘Os 7 hábitos de pessoas eficazes’ ( The 7 Habits of Highly Effective People), de Stephen Coney, é como um manual de sucesso e eficácia através de bons hábitos, para empreendedores, empresários e pessoas comuns.

Para melhor entendimento do conteúdo sugiro que leia o livro ou escute no seu carro, pois está disponível em áudio. Vou resumir os hábitos a cada semana e falar um pouco da minha própria experiência com cada um deles.

Ouvi um palestrante dizer certa vez: “você tem a vida que merece”. Me pareceu forte e agressivo no momento, mas depois de uma boa reflexão, entendi que as escolhas que fazemos dirigem a nossa vida, e tem consequências que são traduzidas no tipo de vida que levamos, então por conclusão, não só temos a vida que merecemos, mas a que escolhemos viver.

Convey diz isso de outra maneira e resume de forma fantástica o famoso ‘American Way of Life’ (modo americano de viver): “Sua vida não apenas ‘acontece’. Se você tem consciência disso ou não, ela é cuidadosamente projetada por você. As escolhas, afinal de contas, são suas… Você escolhe ambivalência. Você escolhe sucesso. Você escolhe fracasso. Você escolhe coragem. Você escolhe medo. Basta lembrar que cada momento, cada situação, fornece uma nova escolha. E ao fazê-lo, dá-lhe uma oportunidade perfeita para fazer as coisas de forma diferente para produzir resultados mais positivos”. Aqui nesse país, as oportunidades abundam, mas elas não te procuram. Quem tem que sair à caça é você, e se você assim o fizer, acredite, será bem sucedido e altamente reconhecido.

Daí vem então o primeiro hábito de uma pessoa eficaz que Convey cita: Ser proativo e assumir a responsabilidade por sua vida. As pessoas proativas reconhecem que elas são “responsáveis”. Elas não culpam a genética ou circunstâncias pelo seu comportamento. As pessoas reativas, por outro lado, são frequentemente afetadas pelo ambiente físico.

Outra coisa interessante que Convey menciona é que os problemas e oportunidades que enfrentamos se dividem em duas áreas: Círculo de preocupação e Círculo de Influência. Em resumo, as pessoas proativas concentram seus esforços em seu Círculo de Influência, trabalhando com aquilo sobre o que podem fazer diferença, como ​​saúde, crianças, problemas no trabalho, etc. As pessoas reativas concentram os seus esforços no círculo de preocupação – coisas sobre as quais elas têm pouco ou nenhum controle: a dívida nacional, o terrorismo, o tempo. Ganhar uma consciência das áreas em que nós precisamos gastar nossas energias é um passo gigantesco em nos tornarmos proativos e alcançarmos o tão desejado sucesso. E por aqui na América o pro-ativismo é encorajado e muito bem recompensado.

No meu trabalho havia duas mulheres trabalhando na contabilidade: Carmem sempre pronta para aprender, oferecendo ajuda, criava tabelas e formulários, acabava antes do tempo o serviço e nas reuniões sempre dava ideias para melhorarmos os procedimentos. A Patrícia, só cumpria o horário, nunca oferecia ajuda e nas reuniões reclamava que trabalhava demais e ganhava pouco. Quando a primeira foi promovida para outra localidade pelo seu desempenho, a segunda piorou. Ficou mais negativa e culpava todos pelos erros que ela cometia, chegando ao ponto de ir ao RH da empresa dizer que o chefe a discriminava por ser mulher. Até que ninguém aguentava mais ela, e foi sugerido à ela: mude sua atitude ou mude de trabalho. Ela acabou indo embora. A proativa alçou vôo, a reativa cavou sua cova.

Quando aprendi isso, há muito tempo atrás, mudei a maneira de encarar problemas e dificuldades, e comecei a prestar atenção no meu Círculo de influência. Ao invés de ficar reclamando do Brasil e do Governo, que havia mudado a regra da aposentadoria naquele ano, em 2003, tomei uma decisão e mudei de país. Decidi recomeçar e aprender tudo de novo se necessário, porque eu não estava gostando dos resultados.  Comecei a cuidar das minhas prioridades e escolhas, focar no resultado que queria ter no futuro.

Então mudei de direção, de  país, de carreira, me afastei de pessoas, mudei minha atitude e comportamento, comecei uma dieta, aprendi alguma coisa nova. Escolhi e decidi. Mesmo que às vezes o conforto e a acomodação tomem conta de mim, penso e reflito se não estou sendo reativa, apenas respondendo aos estímulos da vida. Aí acordo e mudo! Pra quem pensa em fazer o mesmo que fiz, lembre-se: o sonho americano não acontece por si só. Ele precisa ser sonhado – e posto em prática!