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Como funcionam as eleições presidenciais nos EUA?

O processo já começou desde o ano passado, e você já deve estar assistindo notícias à respeito no Brasil. A respeitada Hillary Clinton, ex Secretária do Estado, é uma das favoritas, e candidatos inusitados como o bilionário Donald Trump estão agitando a campanha presidencial deste ano.

A forma de eleger presidentes nos Estados Unidos é bem diferente do que estamos acostumados no Brasil. Entenda abaixo como funciona o processo.

 Os Candidatos

Para concorrer à presidência, a primeira exigência é que o candidato seja um cidadão americano nascido nos EUA, e não naturalizado. É necessário que seja mais velho que 35 anos de idade, e residente no país continuamente por 14 anos, pelo menos.

Apesar de não ser exigido, historicamente, as pessoas que se candidatam ao cargo vem já de uma carreira política ou militar. Esses tem maior chance de serem nomeados por partidos. Trump é uma excessão à essa “regra não escrita”.

De cada lado, o Republicano e Democrata, é escolhido um representante para concorrer.

Os Representantes de cada partido

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Imagem que ilustra matéria da Rolling Stone sobre os candidatos favoritos de cada partido.

Várias pessoas se candidatam para concorrer às eleições, mas cada partido deve eleger um representante. No entanto, diferente do Brasil, a população é participante dessa parte do processo.

Uma série de eleições acontece em cada estado a partir de Fevereiro, onde representantes dos partidos e cidadãos votam por quem deve ser o candidato que irá concorrer por cada um dos dois partidos.

Até Julho, o candidato deve “ganhar o favor” da população e delegados do partido, até que no meio do ano as candidaturas são formalmente anunciadas. Quanto mais estados apoiarem o candidato, através dos votos da população, mais chance os candidatos tem de receberem votos dos delegados dos partidos, quando chega a hora deles exercerem o poder de voto também.

As Eleições

A primeira etapa, onde a população vota nos candidatos que representarão os partidos, começou em 1 de Fevereiro, no estados de Iowa. A partir daí, em datas distintas, os outros estados começam a votar. A data mais popular até agora foi dia 1 de Março, que ficou conhecida como a “Super Tuesday”, porque vários estados votaram nesse dia.

Só em Julho então são anunciados os candidatos oficiais e começam de fato as campanhas presidenciais. A votação final acontece dia 8 de Novembro de 2016.

Os Estados Unidos são de fato uma república federativa, e agem como tal. Nas eleições, ao invés de uma simples contagem de votos, o resultado final considera a opinião de cada estado. Uma vez que são contados os votos do estado, o candidato com mais votos se torna aquele ao qual o estado apoia para presidente.

Mas na verdade, como o sistema de voto é de “colegiado eleitoral”, os cidadãos ao votarem, não elegem candidatos, e sim representantes do colegiado, que então elegem os candidatos.

Funciona assim: cada Estado tem direito à um certo número de delegados no colégio eleitoral, o que varia de acordo com seus representantes no Congresso. Eles, então são quem elegem o presidente do país. Após a votação da população, que elege seu candidato favorito, o vencedor leva todos os delegados do estado em sua contagem, mesmo que vença por 51% a 49%.

Há no total 538 delegados no colégio eleitoral. O vencedor ganha a presidência caso tenha uma maioria de delegados no colégio eleitoral, mesmo que tenha um número total de votos (da população) menor do que outro candidato concorrente. Isso porque conseguiu maior representatividade de estados. Como alguns estados tem um colegiado maior – por serem maiores – se ele conseguir ganhar nesses, a chance de ganhar a eleição se torna maior.

Nos Estados Unidos, alguns estados são tradicionalmente a favor de certos partidos. O Texas, por exemplo, é predominantemente Republicano, e a Califórnia é Democrata. Os estados que são permanecem “incógnitos”, são conhecidos como “swing states”, e acabam sendo onde os presidentes gastam mais dinheiro em campanhas, como a Flórida, Ohio e Colorado, por exemplo.

No dia 20 de Janeiro de 2017, o novo presidente assume o ofício e encara a tarefa de coordenar a nação mais poderosa do planeta. Não é a toa que o processo é tão longo. A tarefa à frente exige toda qualificação e esmero possíveis, e os candidatos já começam provando sua capacidade diplomática no processo eleitoral.

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